Balanço final
Estes dois meses que passei no Hawaii fizeram-me evoluir, não só como cientista (afinal era esse o próposito) mas também como pessoa. Neste capítulo tive que ultrapassar alguns dos meus "problemas", sendo que o principal é a minha timidez inicial. Uma vez que vim sozinho e apenas conhecia 2 pessoas (e muito mal) tive obrigatoriamente que socializar mais rapidamente. E é exactamente esse início que normalmente é mais complicado para mim. Também o facto de partilhar o espaço com mais pessoas me tornou mais tolerante para com algumas coisas. O saber aceitar os gostos dos outros mais facilmente é fundamental quando se está com gente de diferentes costumes. Por vezes até a diferença de idades se fez sentir mas foi necessário ultrapassar estas pequenas coisas para poder levar esta "aventura" da melhor maneira possível.
Como "cientista" acho que ganhei mais confiança nas minhas capacidades e no meu trabalho. Para além disso ganhei também alguns conhecimentos, principalmente na parte de análise dados que era o que mais me interessava, e os sempre necessários contactos. Quem sabe um dia voltarei a encontrar algumas das pessoas por esse mundo fora.
Uma outra coisa que me apercebi e que não tinha noção, é que realmente gosto muito do nosso cantinho à beira mar plantado. Toda a gente ficou com vontade de conhecer Portugal e em especial os Açores. Provavelmente porque raro era o dia em que eu não mencionava as qualidades do nosso País, dos nossos costumes e do nosso povo. Não fui eu que me apercebi disto, foram todos eles que me fizeram ver!
Quanto ao blog, acho que foi uma óptima ideia. Ajudou-me a ter algum contacto com os amigos e a família e vai-me poupar muita conversa quando regressar. Afinal posso sempre remeter as pessoas para o blog. Claro que há histórias que ficaram por contar mas tinha que reservar algumas coisas para contar pessoalmente. Também soube bem ver os comentários de todos vocês. Quase todos os dias vinha ver o blog à procura de novos comentários, normalmente havia sempre um ou outro e isso era como que um pequeno abraço vindo do outro lado do mundo.
Em último lugar queria agradecer à Fundação Luso-Americana por me ter dado esta oportunidade, a todo o meu grupo de trabalho (K-team) por, desde o início, ter apoiado a minha "candidatura" e claro à Rita por acreditar em mim.














