Maui!
Chegámos há pouco de Honolulu. Quando aterrámos em Oahu decidimos ir até casa da Maya, mandar vir sushi e esperar até chegar a hora de ela voltar para o aeroporto para apanhar o vôo de regresso a casa. Era o fim de Coconut island para ela. Quanto às aventuras passadas em Maui segue uma pequena descrição.
Sexta-feira após as apresentações do Casper e da Lian seguimos para Maui. O vôo foi, sem margem para dúvidas, o mais curto que já fiz, estivemos dentro do avião no máximo durante 35 minutos! À chegada era altura de irmos buscar o carro que tinhamos alugado, uma carrinha monovolume de 7 lugares. Para além de mim, dos holandeses (Casper e Lian), as minhas room mates (Aurora e Maya) também vieram a Emilie e o namorado (Sequoyah).
Iamos preparados para acampar mas como não tinhamos a licença necessária eram poucos os parques onde era possível acampar sem a tal licença. Decidimos experimentar um parque que fica perto do cume do maior vulcão de Maui até porque queríamos ir ao topo e dar uma volta pela zona. Quando lá chegámos já era de noite mas o sítio parecia óptimo, rodeado por árvores, longe de tudo e principalmente com muito pouca gente (para além de nós estavam mais 2 tendas).
A noite foi passada à volta da fogueira, à procura das estrelas cadentes (Perseídas), a beber umas cervejinhas e à espera que chegasse a meia noite pois era o aniversário da Lian. Quando a hora chegou apenas eu e o Casper ainda estávamos de pé, mas fizémos questão de acordar a Lian e passado pouco tempo a Aurora juntou-se. Mais para a frente juntámo-nos a um casal de canadianos que tinha uma fogueira maior que a nossa. Eram bastante mais velhos mas apesar disso simpáticos. Até vim a descobrir que a rapariga trabalha numa estância de ski na Suiça, muito perto do sítio onde estive este ano. Falámos em trocar e-mails para eu receber algumas sugestões de estâncias e sítios para ficar mas eles saíram de manhã cedo e tal não aconteceu (para minha grande infelicidade).
Dada a altitude do local, devia rondar os 2000 m, já se sentia algum frio por isso a fogueira soube mesmo bem. O problema foi para dormir! A Emilie e o namorado estavam à parte, tinham uma tenda própria e sacos cama, mas nós outros apenas tinhamos 2 sacos cama e 2 tendas. Devido ao frio que se fazia sentir e como já tinhamos dormido todos (os 5) naquela tenda achámos que o melhor era voltarmos a dormir os cinco para nos mantermos mais quentes. Mesmo assim o frio foi muito!
Acordámos um pouco tarde e como queríamos aproveitar ao máximo os poucos dias que tinhamos em Maui decidimos ir até ao topo do vulcão, dar uma voltinha por ali e seguir para o próximo destino.
A viagem acabou por se revelar ainda mais comprida do que esperado. A estrada (Hana highway - que de highway não tem mesmo nada!!) era magnifica, sempre junto ao mar e com uma vista espectacular. Mas como não se pode ter tudo era também bastante perigosa, no total da estrada há 54 pontes em que só passa um carro de cada vez para não falar nas curvas apertadas sem visibilidade e onde por vezes também só passava um carro. Ainda por cima os americas com a ideia dos carros grandes ainda pioram mais estas situações! Distinguem-se perfeitamente os turistas dos locais, os últimos andam a abrir! Devemos ter demorado mais de 3h para fazer os cerca de 90 km. Durante o caminho, e com a ajuda do precioso Lonely Planet era altura de tentar descobrir um parque onde fosse possível acampar sem ter a licença. Também estávamos dispostos a acampar num sítio que tivesse bom aspecto mas primeiro tinhamos que parar em algum sítio para comprar comida. Ao longo de toda a estrada não existe praticamente nada e por isso tinhamos mesmo que ir até Hana. Foi pena porque passámos por um sítio que tinha mesmo muito bom aspecto.
Quando finalmente chegámos a Hana, que é apenas uma pequena vila onde o "supermercado" é uma loja onde é possível encontrar de tudo, desde fruta, canas de pesca e acessórios, passando por peças de carros e t-shirts, entre muitas outras coisas por vezes com funções ainda por descobrir. Quando vimos um autocolante que dizia "I survived Hana Highway" percebemos que o acidente que presenciámos (um carro saiu estrada fora) não deve ter sido por mero acaso. Pouco depois de sairmos da loja presenciámos um novo acidente, desta vez uma mulher completamente bêbeda foi contra um muro de uma pequena ponte. Fomos ajudar, para ver se estava tudo bem e ela só se queixava que estava tramada, que o marido português ia dar cabo dela! É claro que ninguém referiu que entre nós também havia um.
Mais uma vez chegámos ao parque de noite, após várias paragens no caminho para ver praias e paisagens espectaculares. Mas entre este e o outro parque havia várias diferenças, a começar pela quantidade de pessoas. Era demasiada gente para o nosso gosto mas não havia muito mais a fazer. O sítio era bonito e a temperatura excelente como é normal no Hawaii, excepção feita às grandes altitudes.
No dia seguinte acordámos cedo e fomos fazer uma caminhada que começava mesmo ali. Foram cerca de 5km a pé, por meio de florestas de bamboo, pequenos riachos e lagoas que culminou numa magnifica queda de água com aproximadamente 70 m de altura. O sítio era verdadeiramente fantástico e enquanto lá estivémos não consegui tirar o enorme sorriso que tinha na cara. Valeu a pena aquela caminhada e o banho debaixo da água fria sobe mesmo muito bem visto que já desde 6ª que não me passava por água doce. No fim, e apesar de algum cansaço o contentamento era bem vísivel no rosto de todos nós.
Chegados ao carro era altura de nos pormos a caminho para tentar ir até uma praia e descobrir um sítio para acampar. Chegar a uma praia não foi fácil porque simplesmente não existem acessos por aquele lado. Ainda tentámos por um caminho de terra mas passado algum tempo encontrámos um "local" que nos disse que a única maneira de chegar a uma praia era ir até à próxima cidade e voltar para trás pela estrada que segue junto ao mar. Lá fomos nós percorrer mais uns kms na "nossa" carrinha. Quando lá chegámos fomos parando em várias praias, todas elas com óptimas condições para wind e kitesurf (para meu grande espanto apenas havia 2 kitesurfers, contrastando com os cerca de 60 windsurfers). Como praias não eram das melhores pois tinham muito sedimento em suspensão, o que tornava a água acastanhada, e muitas algas e por isso decidimos ir seguindo a costa à procura de melhor. Deambulámos por ali um pouco, fomos ver um mercado local e mais uma vez socorremo-nos do Lonely Planet para encontrar um sítio para acampar. Uma vez que tinhamos que estar no aeroporto por volta das 11h30 tinha que ser um sítio que ficasse relativamente perto. Descobrimos que mesmo por trás do aeroporto havia um parque mas não tinhamos a certeza se era necessário ter a licença por isso decidimos espera que a noite chegasse para nos dirigirmos até lá. Aproveitámos para ver o pôr-do-sol em mais uma praia espectacular e no fim até vimos duas "eagle-rays" mesmo à nossa frente. À chegada ao sítio escolhido para acampar demos conta que aquele não era um parque "normal". Aparentemente era utilizado por pessoas sem abrigo e havia um ambiente estranho. Procurámos um local e montámos as tendas sem saber muito bem o que se ia passar. Estávamos a menos de 20 m da água, em cima de relva e por baixo de uma bela árvore.
A noite, como sempre, foi passada à volta da fogueira, a contar histórias, beber cervejas e a ver as estrelas. De vez em quando lá passava um vulto no meio das árvores, mas tirando um tipo que se aproximou a dizer que o fogo lhe estava a fazer alguma confusão (parecia completamente drogado), nada mais se passou.
A manhã veio confirmar a maioria das coisas. O pessoal que estava por ali tinha todo um aspecto estranho, a praia e a vista eram espectaculares e como já desconfiávamos tinhamos montado o acampamento fora do parque. Montámos as tendas cerca de 20 metros antes de um sinal que dizia "Camping apenas daqui para a frente".
Como podem imaginar, durante estes dias em que fizémos mais de 400 km por estradas e caminhos espectaculares, passaram-se muitas mais coisas interessantes e com a sua piada. Em parte devido ao cansaço e também porque muitas delas não são fáceis de explanar aqui ficam para quando estiver de volta de uma lareira (ou fogueira).
Quando vinha no barco de regresso a Coconut encontrei o Kim que me disse que nestas três semanas que me faltam vai tentar acompanhar-me mais um pouco. É bom porque acho que também vai ser bastante proveitoso falar com ele sobre as minhas ideias para os projectos entre outras coisas.

























1 Comments:
grande davids!
saudades do teu blog... valeu a pena esperar uma semana! :) grandes, grandes fotos!gostei imenso de ler esta viagem... acho mesmo que também viajei um bocado! :) é que os meus dias continuam a ser entre o isa e casa!!! bloody tese! bela viagem (quero dizer, bolsa de investigação!!! :))
grande abraço
putci
11:47 AM
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